III Celebração das Culturas dos Sertões promoveu palestra sobre Moda dos Vaqueiros

A palestra que compôs a programação da III Celebração das Culturas dos Sertões desta quarta-feira (15) surpreendeu os participantes já nas primeiras palavras. Germana Araújo, professora de Design da Universidade Federal do Campo Grande, contou que, ao contrário do que a maioria da pessoas pensa, o cangaço era “um carro alegórico de tantas cores que vestia”. Desmistificando essa ideia do bando monocromático, ela explicou: “Quem vestia marrom era a polícia. O bando de Lampião vestia azul e diversos adornos coloridos, cuidadosamente feito, para mostrar poder, para construir uma imagem. Mas como a fotografia da época era preta e branca, permaneceu essa ideia do couro ao longo do tempo”, declarou a ministrante da palestra “Moda de Vaqueiro”. Continuar lendo

Música dos sertões é tema de palestra na III Celebração das Culturas dos Sertões

cultura-sertoes

A programação da III Celebração das Culturas dos Sertões continuou nesta terça-feira (14), em Ipirá, com a “Palestra Cantada – A Música dos Vaqueiros”, com Aderbal Duarte, maestro formado em Composição e Regência pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). “A música do sertão tem uma maneira peculiar de se expressar para as pessoas. Pensem no quem vocês sentem quando ouvem “Assum Preto” ou “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga. Lembrem do canto do vaqueiro, aquele canto que se comunica com a natureza, porque ele depende dela para tudo”, contou o professor.No auditório do Centro Cultural Elófilo Marques alunos, professores da rede de ensino da região e artistas participaram ativamente da palestra. O técnico em informática e cantor, Van Figueredo, acompanhado pelo violão do palestrante, cantou canções que também fazem parte do seu repertório. “Para mim que trabalho com música, essa palestra ampliou a percepção sobre a música do sertão, essa música que fez parte da minha infância, além de enriquecer o entendimento de todos que estavam presentes”, declarou.

Continuar lendo

Exposição, palestras e lançamento de livro marcam início da III Celebração das Culturas dos Sertões, em Ipirá

Fotos: Orlando Santiago

Foto: Orlando Santiago

A III Celebração das Culturas dos Sertões, que acontece este ano em Ipirá, no território Bacia do Jacuípe, foi aberta na manhã desta segunda-feira (13), no Centro Cultural Elofilo Marques. O evento é uma iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e, desde 2012, tem reposicionado as culturas sertanejas na agenda política e cultural do estado, através de programações diversificadas. A abertura contou com a presença do secretário de Cultura do
Estado da Bahia, Albino Rubim; do prefeito Ademildo Almeida, do diretor do Campus I da Universidade Estadual da Bahia, Fábio Correia; da secretária de Educação, Ramistela Santana; do vereador, Arnon Santana; e de representantes dos artesãos e de empresários do couro. Continuar lendo

Evento estimula atividades voltadas para as culturas dos sertões

Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) realiza, pelo terceiro ano consecutivo, a III Celebração das Culturas dos Sertões

Ipirá | de 13 a 17 de outubro de 2014

Targino Gondim / Foto: Sora Maia

Entre os dias 13 e 17 de outubro deste ano, o município de Ipirá, conhecido por ser um dos principais produtores de artefatos do couro na Bahia, será sede da III edição da Celebração das Culturas dos Sertões. O evento, uma iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), desde 2012, tem reposicionado as culturas dos sertões na agenda política e cultural do estado com uma programação variada formada por oficinas, exibição de filmes, exposição, lançamentos de filmes, livros, CDs e apresentações musicais. Em 2014, o evento irá anteceder a programação da Ipirá Couro Show, feira conhecida nacionalmente, voltada para venda e divulgação de produtos derivados do couro, que conta ainda com apresentações musicais e acontece entre os dias 17 e 19 de outubro. Continuar lendo

II Celebração das Culturas dos Sertões mantém e enaltece a cultura sertaneja na agenda politica da Bahia

8729623292_daec3b449b_b

A primeira edição da Celebração das Culturas dos Sertões, realizada em 2012, cumpriu com maestria o seu objetivo de engrandecer as culturas dos sertões na agenda do estado, sendo o primeiro evento do ano a representar tão amplamente esta matriz histórico-cultural de extrema importância na construção de identidade da Bahia. Este ano não foi diferente; o evento, que reuniu milhares de pessoas entre sua abertura em Salvador e seu fechamento em Juazeiro, alcançou grande visibilidade na imprensa com a reunião de pesquisadores, professores, artistas, instituições e estudiosos numa variedade de atividades que tiveram como principal objetivo valorizar e reconhecer as culturas dos sertões e, assim, gerar políticas públicas focadas em seu desenvolvimento.

A II Celebração das Culturas dos Sertões congregou em seis dias de evento uma programação artística diversa composta de 28 atividades divididas entre apresentações musicais, aula-espetáculo, mesas-redondas, debates, exposições, minicursos, oficinas, mostras, conferências, exibições de trabalhos acadêmicos, cortejo pelas ruas da cidade e lançamentos de livros. “Esse ano o Encontro de Estudos teve uma característica muito marcante que foi a presença de trabalhos de vários pesquisadores aqui da região, o que revela que a cultura local está muito presente e suscita o interesse das pessoas” declara Alberto Freire, Coordenador do II Encontro de Estudos das Culturas dos Sertões.

8729014793_fd51f45f96_b

Para o Secretário de Cultura Albino Rubim, a segunda edição do evento foi uma evolução da primeira – “Penso que a segunda Celebração é uma continuidade e uma descontinuidade em relação à Celebração do ano passado. Uma continuidade pois o objetivo central continua o mesmo – colocar cada vez mais as culturas dos sertões na agenda de políticas públicas da Bahia. Uma descontinuidade pois com a experiência do ano passado pudemos fazer um evento mais organizado, mais tranquilamente elaborado e com coisas novas”.

Outro ponto interessante do evento foi sua articulação  com o processo de territorialização da cultura. “Esta edição teve uma interação maior com a região, a exemplo do cortejo mais diverso de manifestações populares. A Celebração também tem uma relação íntima com o processo de territorialização da cultura; quando falamos de cultura dos sertões, nós estamos falando de 80% do território da Bahia, que é semi-árido”, afirmou Rubim.

Às margens do Rio São Francisco, o espetáculo “Sertão da Gente”, que lotou a Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) em Salvador na abertura do evento, encerrou a Celebração de forma memorável na Concha Acústica do Centro de Cultura João Gilberto em Juazeiro numa bela homenagem ao cantor, compositor e repentista Bule-Bule, pela sua importância e contribuição para a cultura sertaneja, e ao cantor e compositor Dominguinhos, herdeiro do velho Gonzagão, considerado o sanfoneiro mais emblemático do país.

8727604082_0cedb31705_b

 

“Sertão da Gente” emociona e encanta o público no encerramento da Celebração

O espetáculo “Sertão da Gente”, que lotou a Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA) em Salvador na abertura da II Celebração das Culturas dos Sertões fechou de forma memorável o evento na Concha Acústica do Centro de Cultura João Gilberto em Juazeiro. Nomes como Xangai, Nilton Freitas, o maestro João Omar, Lucyane Alves (Clã Brasil), Quinteto Sanfônico, Zezinho Aboiador e Samba de Véio do Rodeadouro fizeram parte desta apresentação dirigida por Targino Gondim, que buscou homenagear o cantor, compositor e repentista Bule-Bule pela sua importância e contribuição para a cultura sertaneja, e o cantor e compositor Dominguinhos, herdeiro do velho Gonzagão, considerado o sanfoneiro mais importante do país.

Sanfoneiro premiado com o Grammy Latino, Targino Gondim focou seu repertório nas manifestações que acontecem na região do semi-árido. “Aqui expressamos o aboio dos vaqueiros, a seca, o São Francisco, todo o universo dos sertões através da música”, conta Targino. Além da musicalidade dos sertões, o espetáculo contou com a direção artística do diretor, pianista e ator Fernando Marinho, que apresentou a diversidade das expressões culturais do sertão através da composição de cenários e figurinos.

O show foi fechado com o “hino do sertão” Asa Branca de Luiz Gonzaga cantado em coro pelo público saudoso e animado, que se divertiu, dançou e interagiu com os artistas até o final da apresentação. “Me emocionei muito com o espetáculo, essas canções nos fazem lembrar da riqueza de nossa cultura, deixa nosso orgulho lá em cima”, disse a estudante Janaína Freire.

Espetáculo de encerramento "Sertão da gente" / Foto: Julien Karl

Espetáculo de encerramento “Sertão da gente” / Foto: Julien Karl

Espetáculo de encerramento "Sertão da gente" / Foto: Julien Karl

Targino Gondim e Xangai no espetáculo de encerramento “Sertão da gente” / Foto: Julien Karl

Espetáculo de encerramento "Sertão da gente" / Foto: Julien Karl
Espetáculo de encerramento “Sertão da gente” / Foto: Julien Karl

 

Lançamento de livros reuniu escritores, leitores e muita música na Celebração dos Sertões

8730081026_e02d22d93d_b

Lançamento de livros e sessão de autógrafos movimentou o foyer do Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, na tarde de hoje (11.05), no último dia de atividades da II Celebração das Culturas dos Sertões. O momento também foi embalado pelo sanfoneiro Silas Souza. Dentre as novas obras que, a partir de então, irão integrar os acervos pessoais de milhares de leitores baianos, Big brother Brasil, um programa imbecil e outros cordéis (Antônio Barreto); Natureza, Território e Convivência: Novas Territorialidades no Semiárido Brasileiro (Luzineide Dourado Carvalho); A sociologia de um gênero: o baião (Elder Maia) e Carrancas do sertão (Elisabet Moreira).

Foram apresentados ainda os títulos Lampião contra o mata sete (Archimedes Marques); Lampião: um estudo de buscas e essências (Aroldo Ferreira Leão); O mesmo outro / Pesquisa-Criação (Josemar Martins Pinzoh); Letramento e senso comum: a popularização da linguística na formação do professor (Cosme Batista dos Santos) e Critica Cultural e Educação Básica: diagnósticos, proposições e novos agenciamentos (Cosme Batista dos Santos, Paulo Cesar Garcia e Roberto Seidel). Para Junior Almeida, o lançamento desses livros aqui em Juazeiro e interessante porque permite que mais gente conheça as obras. “Muitos desses livros falam sobre a vida do sertanejo. Talvez nunca soubéssemos que eles existem se não tivessem sendo lançados aqui”, completou.

 

Retratos e Relatos

 

8730081152_5c19f42c31_b

Luzineide Dourado: O livro traz, através de bases geográficas, a relação natureza/semi-árido, na perspectiva de se afastar do estereótipo de que a seca é a única relação natural possível com do sertão. “O sertão não é só seca, nele existe toda uma relação com a biodiversidade e é preciso reconstruir, resignificar essa ideia difundida”

 

 

8728961735_9bc4e6628c_b

Antônio Barreto: “Da corda para a internet, para as redes sociais. O cordel nasceu no sertão brasileiro e ao longo do tempo agregou traços e características da vivência do seu povo. Tudo é uma linha do tempo e a Literatura de Cordel vai se adaptando às mudanças”.

 

 

8728961725_ef76438e9e_b

Josemar Martins Pinzoh: “Há um grande abismo entre o discurso sobre o sertão contemporâneo e a realidade vivida. O livro ‘Pesquisa-Criação’ traz relatos de sertanejos. São sertanejos contando suas próprias histórias”.