Minicurso evidencia importância do uso da Internet para acesso a documentos históricos

No primeiro dia de evento em Juazeiro também foi ministrado “O Uso de Novas Tecnologias para Aquisição de Fontes Históricas”, coordenado por Diogo Carvalho. O foco do minicurso fica em apresentar meios que facilitem o acesso ao vasto número de documentos históricos disponíveis no universo virtual. Como utilizar a ferramenta Wikileaks, como fazer buscas utilizando palavras-chave e apresentações de casos foram utilizados como exemplos de práticas metodológicas para o grupo de aproximadamente 30 pessoas que assistia o minicurso.

Alunos assistem ao minicurso ministrado por Diogo Carvalho / Foto: Julien Karl

Alunos assistem ao minicurso ministrado por Diogo Carvalho / Foto: Julien Karl

A Oficina de Literatura de Cordel fala sobre a importância da literatura popular

A Oficina de Literatura de Cordel ministrada pelo professor Antônio Barreto encheu o evento de poesia e arte. Munido de sua gaita e de seu pandeiro, o professor declamou cordéis tradicionais e de sua autoria para os oficineiros e discorreu sobre a história do cordel, reafirmando a sua essencialidade na literatura brasileira. Antônio Barreto ainda falou da importância de usar o cordel como instrumento pedagógico na sala de aula e exemplificou com exemplos pessoais, como quando conseguiu aproximar seus alunos da leitura utilizando deste artifício.

Professor Antônio Barreto ministra a Oficina de Literatura de Cordel / Foto: Julien Karl

Professor Antônio Barreto ministra a Oficina de Literatura de Cordel / Foto: Julien Karl

Minicurso discorre sobre manifestações literárias do sertão

Reflexões sobre formas poéticas, conexões entre o novo e o tradicional, análise e percepção do texto poético são alguns dos temas discutidos no minicurso “Refletindo sobre a Literatura de Cordel: Vivendo a Literatura de Cordel”, ministrado por Edilene Matos, professora da Universidade Federal da Bahia. “Nessa proposta de minicurso, eu procuro refletir sobre a literatura de cordel como uma forma poética de criação em que são articuladas as linguagens escrita, vocal e a imagem – esses repertórios se cruzam e essa manifestação literária se insere sobretudo no sertão brasileiro.”

Refletindo sobre a Literatura de Cordel: Vivendo a Literatura de Cordel, pela professora Edilene Matos / Foto: Julien Karl

“Música não é só quando se pega a viola, pode-se perceber música no ritmo da frase de um poeta”, professora Edilene Matos / Foto: Julien Karl

Coordenadores dos Pontos de Cultura reúnem-se em Juazeiro

Encontro acontece durante a II Celebração das Culturas dos Sertões

Entre os dias 9 a 11 de maio, acontece a primeira reunião da Comissão Estadual de Pontos de Cultura (G26) em 2013, paralela à II Celebração das Culturas dos Sertões, em Juazeiro. Em pauta, temas como a nova configuração da equipe, perspectivas para 2013 e a organização da TEIA Bahia 2013, após autorização do MinC para uso do rendimento previsto para o evento.

O encontro do G26 é um momento especial para a definição de objetivos e elaboração de propostas de trabalho conjunto entre os Pontos de Cultura da Bahia. É também quando acontecem atividades formativas e há a possibilidade de participação da programação cultural, como meio para o enriquecimento das ações desenvolvidas por eles.

“Viabilizar a presença dos Pontos durante o evento é uma forma de manter ativa a articulação dessa rede e colocá-la em contato direto com diversos outros agentes da cultura presentes”, observa Cláudia Vasconcelos, Diretora de Cidadania Cultural da Secult. A metodologia da Celebração às Culturas dos Sertões, em si, também favorece essa troca, visto que é pensada exatamente a fim de dar visibilidade e valorizar a diversidade cultural do estado.

Eliane Figueiredo, coordenadora do Ponto de Cultura Fundação Assistencial de Macaúbas (FAMAC), observa que o encontro promove o estreitamento dos laços entre a Secretaria de Cultura do Estado e os territórios, municípios e produtores culturais. “Isso cria uma interatividade positiva entre o Estado e as comunidades”, avalia. Os possíveis encaminhamentos dessa interação também serão discutidos no encontro e depois levados pelos membros da comissão aos outros pontos de cultura espalhados em seus territórios.

Integrados à programação geral da II Celebração das Culturas dos Sertões, os Pontos também participam da mostra artística. O Ponto de Cultura Associação Sociocultural Umbigada Sons de Canudos, por exemplo, abre o show de Targino Gondim, com a banda Pífanos de Bendegó. Os grupos participam ainda do Cortejo com alegorias representativas das culturas sertanejas e da Feira de Artesanato e produtos com a temática dos sertões.

 

 

Programação

  • Dia 09 (Quinta-feira)

9h – Pauta Livre G 26

12h – Inauguração da Feira / Mostra das Culturas dos Sertões

14h – G 26 – Mesa: “Articulação em Redes: potencialidades e desafios”

Debate

17h – Cortejo das Culturas dos Sertões pelas ruas de Juazeiro

Participantes do cortejo: filarmônica(s), grupos culturais, vaqueiros, batucadas, grupo de argolinhas, bandas de fanfarras, etc.

20 horas – Centro Cultural
Mostra poético musical: As Culturas do São Francisco
Direção artística e musical: Cleber Eduão

  • Dia 10 (Sexta-feira)

9 horas – Centro Cultural
Mesa redonda: Sertões Contemporâneos: desconstruindo estereótipos

14h – Reunião G-26 e DCC

14h as 15h – Pauta sugerida pela DCC (nova configuração da equipe, perspectivas para 2013, informes gerais, TEIA)

15h as 17h – Pauta sugerida pelo G26

17h – Centro Cultural

Aula-espetáculo com Antônio Nóbrega 

20h – Concha do Centro de Cultura
Programação Músicas dos Sertões
Mostra de músicas dos Sertões: Juazeiro e Petrolina

  • Dia 11 (Sábado)

 9h – Reunião DCC e G-8*

– Sistematização e encaminhamentos gerais da Reunião.

 15 h – Mesa redonda: Políticas Culturais para os Sertões

18h – Centro Cultural

Lançamento de livros/CDs/DVDs

19 horas – Concha do Centro de Cultura
Espetáculo: Ser-Tão da Gente 
(Com Elba Ramalho, Bule-bule, Samba de Véio de Juazeiro, Xangai, Quinteto Sanfônico, entre outros)

*No dia 11/05 a reunião acontece apenas com o G-8 para que seja feita a sistematização dos encaminhamentos levantados nos dias anteriores. 

Tem sertão no cinema!

O Circuito Popular de Cinema e Vídeo apresenta quatro filmes na II Celebração das Culturas dos Sertões, em Juazeiro

O saudoso ator baiano Carlos Petrovich no filme "Antônio Conselheiro, o Taumaturgo dos Sertões"

O saudoso ator baiano Carlos Petrovich no filme “Antônio Conselheiro, o Taumaturgo dos Sertões”

 

Nos dias 07 e 08 de maio, durante a II Celebração das Culturas dos Sertões, em Juazeiro, serão apresentados quatro filmes do Circuito Popular de Cinema e Vídeo (CPCV), projeto  que a Diretoria de Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia realiza em parceria com a Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Curtas-metragens baianos e longas nacionais premiados serão exibidos a partir das 19h na tela do cine-teatro do Centro de Cultura João Gilberto.

Os filmes “Na Terra do Sol”, de Lula Oliveira, e “Antônio Conselheiro, o Taumaturgo dos Sertões”, de José Walter Lima, serão exibidos no dia 07.05 (terça), no Centro de Cultura João Gilberto, enquanto “Cega Seca”, de Sofia Frederico, e “Cinema, Aspirinas e Urubus”, de Marcelo Gomes, serão apresentados no dia 08.05 (quarta). Após as sessões, haverá ainda debates sobre os filmes, mediados por Chico Egídio.

Vejam abaixo a programação e informações sobre os filmes que serão exibidos:

 

Os atores Peter Ketnath e João Miguel, no filme "Cinema, Aspirinas e Urubus"

Os atores Peter Ketnath e João Miguel, no filme “Cinema, Aspirinas e Urubus”

Dia 07 de maio (quarta)

Centro de Cultura João Gilberto – Sala Principal – 19h

 

Filme: Na Terra do Sol (BA, 2005)
Direção: Lula Oliveira
Duração: 13 minutos
Elenco: Rose Lima, Bertho Filho, Agnaldo Lopes e Carlos Petrovich
Classificação: 12 anos

Sinopse – Entrincheirados nos escombros da igreja do Arraial de Canudos, quatro homens, entre eles um velho e uma criança, resistem ao cerco promovido pelo exército republicano. Dominados pelo cansaço e pela sede, arma-se um conflito entre os quatro para decidir quem vai buscar água no rio, mesmo correndo risco de ser atingido por uma bala. A questão é: morrer de morte matada ou de morte morrida, abrindo o caminho para uma discussão em torno da bestialidade da guerra e o sentido da fé.

 

Filme: Antônio Conselheiro, o Taumaturgo dos Sertões (BA, 2012)
Direção
: José Walter Lima
Duração: 90 minutos
Elenco: 
Carlos Petrovich, Harildo Deda, Leonel Nunes, Chico Drumond, Álvaro Guimarães, Bertrand Duarte, Wilson Melo, Haidil Linhares e Ari Barata.
Classificação: 
12 anos

Sinopse – Filme sobre o líder espiritual e político na vida de Canudos, Antônio Conselheiro ganhou popularidade pelos sertões do Nordeste brasileiro graças também à religiosidade da população e o descaso dos governantes. O filme é uma metáfora sobre os sertões, uma epopeia desse peregrino, que se desenvolve seguindo duas linhas: a do sagrado ou apostolado, e a da campanha militar. A confluência dessa narrativa se dá no reencontro dos mitos do Cel. Moreira Cezar e do Conselheiro, o primeiro como Anticristo e o segundo como Iluminado.

 

 

Dia 08 de maio (terça)

Centro de Cultura João Gilberto – Sala Principal – 19h

 

 

Cega Seca (BA, 2003)
Direção: Sofia Federico
Elenco: Agnaldo Lopes, Iamis Rebouças e Leo Costa
Duração: 23 min.
Classificação: 12 anos

Sinopse – Em um curta-metragem sensível e poético, com atuações marcantes, fortes e silenciosas, um sertanejo sustenta a família vendendo pássaros cantores, num povoado do interior baiano dizimado pela seca.

 

Cinema, Aspirinas e Urubus (PE, 2005)

Direção: Marcelo Gomes
Elenco: Peter Ketnath, João Miguel e Hermila Guedes
Duração: 101 minutos
Classificação: 14 anos

Sinopse – Em 1942, no meio do sertão nordestino, dois homens vindos de mundos diferentes se encontram. Um deles é Johann (Peter Ketnath), alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, que dirige um caminhão e vende aspirinas pelo interior do país. O outro é Ranulpho (João Miguel), um homem simples que sempre viveu no sertão e que, após ganhar uma carona de Johann, passa a trabalhar para ele como ajudante. Viajando de povoado em povoado, a dupla exibe filmes promocionais sobre o remédio “milagroso” para pessoas que jamais tiveram a oportunidade de ir ao cinema. Aos poucos surge entre eles uma forte amizade.

 

Na Oficina de Viola Caipira, destacam-se as demonstrações ao vivo de uso da viola

Sendo a música parte essencial da cultura sertaneja, a Oficina de Viola Caipira não poderia faltar na Celebração. Coordenada e ministrada pelo multi-instrumentista Júlio Caldas, apresenta ao público as diversas possibilidades de uso da viola tanto na música tradicional quanto na moderna, suas formas de afinação, teoria musical e a aplicação desta teoria também em outros tipos de viola como a machete, dinâmica e de cocho. A oficina prende a atenção dos oficineiros com demonstrações ao vivo dos instrumentos, análise de documentários relacionados e apreciação de canções tradicionais.

Oficina de Viola Caipira ministrada por Júlio Caldas / Foto: Julien Karl

Instalação da Feira Móvel democratiza o acesso à leitura

Em Juazeiro, a II Celebração das Culturas dos Sertões conta com a participação da Feira Móvel – uma feira itinerante de livros que estão disponíveis para venda a preços acessíveis. Além das obras da Fundação Pedro Calmon, a Feira Móvel também contará com publicações da Fundação em co-edição com editoras baianas. O importante trabalho propicia a democratização do acesso ao livro, além da valorização das produções do Estado. Segundo Dênisson Padilha Filho, Coordenador da Diretoria do Livro e da Leitura da Fundação Pedro Calmon, a instalação da Feira Móvel na Celebração das Culturas dos Sertões “aproveita a evidência do evento para aumentar o acesso aos livros e gerar vitrine para publicações baianas”.

Feira Móvel instalada na II Celebração das Culturas dos Sertões / Foto: Julien Karl

"Trabalhar perto dos livros mudou minha forma de enxergar a leitura, me estimulou a ler muito mais do que antes" Edvaldo Souza, motorista da Feira Móvel / Foto: Julien Karl

“Trabalhar perto dos livros mudou minha forma de enxergar a leitura, me estimulou a ler muito mais do que antes” Edvaldo Souza, motorista da Feira Móvel / Foto: Julien Karl